Mais um pouco sobre o pedágio

Bem que eu avisei da polêmica que é esse tal de pedágio urbano. O Jorge comentou aqui no blog: “Vocês já não acham que está na hora de parar de discutir aumentos de taxas/impostos e sim cobrarmos do governo quando vamos receber pelos impostos e taxas que pagamos?”

Minha resposta saiu na forma de artigo, publicado na edição de hoje do jornal Valor Econômico. Nele, procuro esclarecer que o pedágio urbano é um tributo que faz o motorista mais consciente dos custos que cada uma de suas viagens de automóvel provocam na cidade. Principalmente o custo que a perda de tempo em congestionamentos representa, apesar de a cobrança poder servir para limpar um pouco o ar das cidades, como em Estocolmo. É dificílimo mandar a conta dos congestionamentos ao motorista por meio de outros impostos. Agora, havendo o pedágio urbano, acho que até se poderia discutir compensações em outros tributos…

Mas o Jorge tem razão ao reclamar de nossa passividade. Hoje passei em frente a um muro, no qual algum grafiteiro escreveu “Brasil, o lugar onde ninguém reivindica nada”. A precariedade do transporte público em grande parte de nossas cidades revela esse nosso comodismo. Que, de vez em quando, extravazamos em forma de ônibus queimados e raríssimas vezes em esforços e contribuições positivas para que o governo melhore os serviços financiados e utilizados por todos nós.

(Prometo que o próximo post será sobre outro assunto, ok?)

Originalmente publicado no Planeta Sustentável em 09/10/2007, às 23:10

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